Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 12 de dezembro de 2021 · 3 min de leitura ·

Cientista de Stanford analisa materiais encontrados em acidentes com OVNIs

Cientista de Stanford analisa materiais encontrados em acidentes com OVNIs

Com mais de 300 artigos de pesquisa publicados, 40 patentes registradas nos Estados Unidos, oito empresas de biotecnologia criadas e um cargo de professor de patologia na Universidade de Stanford, Garry Nolan é um cientista respeitado. E ele empresta parte dessa credibilidade a um assunto que não é levado muito a sério por parte dos seus colegas: objetos voadores não-identificados, os OVNIs (ou UFOs).

Porém, Nolan passou os últimos dez anos analisando materiais coletados a partir de “Fenômenos Aéreos Não Identificados”, como o governo norte-americano prefere chamá-los. E por sua posição cética e metodologia científica, ele também é muito criticado pela comunidade OVNI ao desacreditar muitos dos vídeos e fotos com alegações que surgem na internet. “Mas você sabe, a verdade está na ciência”, afirmou em entrevista à Vice.

Seu objetivo é aprender estudando sistematicamente incidentes bizarros e difíceis de explicar. Por isso, o pesquisador foi procurado pela CIA (serviço secreto norte-americano) para que examinasse registros de casos médicos estranhos ou únicos de pilotos e agentes que haviam chegado perto de alguns desses fenômenos inexplicáveis.

“Eles começaram a mostrar as ressonâncias magnéticas de alguns desses pilotos, pessoal de solo e agentes de inteligência que haviam sido danificados. As ressonâncias magnéticas foram claras. Você nem mesmo precisava ser um médico para ver que havia um problema. Alguns de seus cérebros foram terrivelmente modificados. E foi isso que me envolveu”, contou em entrevista.

O pesquisador conta que também começou a notar que havia semelhanças no que se pensava ser dano cerebral entre vários indivíduos. “Quando olhamos mais de perto, no entanto, percebemos que não pode ser um dano em si, porque se essas estruturas fossem gravemente danificadas, essas pessoas estariam mortas. Foi quando percebemos que essas pessoas não estavam danificadas, mas tinham uma superconexão de neurônios entre a cabeça do caudado e o putâmen. Se você olhasse para 100 pessoas comuns, não veria esse tipo de densidade. Mas esses indivíduos tinham”, lembra o cientista.

Surgiu então a questão: o que causou essa alteração? “A única coisa que posso imaginar é que eles estiveram perto de um transformador elétrico que está emite tanta energia que você basicamente está se queimando dentro do seu corpo”, avalia Nolan. “Tenho o cuidado de não chegar a uma conclusão prematura, porque você só precisa de uma refutação para minar uma hipótese. Tenho meus pensamentos privados sobre o que penso que está acontecendo, e alguns deles estou muito, muito certo. Estou aberto a estar errado. Exceto na maioria das vezes, eu sei que provavelmente estou certo”, completa.

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