
Atualmente, existem 144 espécies de aves perdidas no mundo, mas que ainda podem existir. O número faz parte de um novo estudo que analisou dezenas de milhões de fotos, vídeos e gravações de áudio em bancos de dados de observação de pássaros.
São considerados “pássaros perdidos” aqueles que não são documentados por evidências fotográficas, de áudio ou genéticas em pelo menos uma década. Um dos principais objetivos da nova lista é incentivar os observadores de aves a procurar essas espécies e confirmar que elas não estão extintas.
Os pesquisadores responsáveis pelo levantamento afirmam que a documentação de pássaros é importante para a criação de ações para proteger as espécies.
Desde a redescoberta de uma ave na Colômbia, em 2022, por exemplo, cientistas têm estudado as necessidades de habitat e a biologia da ave. Este trabalho resultou na identificação de cinco pequenas populações de pássaros, cerca de 50 indivíduos, em um pequeno vale em território colombiano.
Outra ave recentemente encontrada foi o pombo-faisão-de-nuca-preta. Do tamanho de uma galinha, ela foi localizada em uma região remota de Papua Nova Guiné, em 2022, depois de não ter sido documentada durante 126 anos.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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