Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 2 de setembro de 2020 · 2 min de leitura ·

Cientistas detectam maior colisão de buracos negros já registrada

Cientistas detectam maior colisão de buracos negros já registrada

O que você precisa saber

Astrônomos detectaram o que pode ser a colisão entre buracos negros mais massiva já identificada. Dois corpos espaciais com 66 e 85 vezes a massa do sol se chocaram há mais de sete bilhões de anos. O evento resultou na formação de um objeto cósmico que ainda não havia sido observado por cientistas: um buraco negro intermediário.

Até agora, pesquisadores foram capazes de detectar e observar buracos negros de duas faixas ‘distantes’. Os buracos negros estelares, que apresentam de cinco a 100 vezes a massa do nosso Sol; e buracos negros supermassivos com massas milhões de vezes maiores que a solar.

Entre as duas categorias, ainda reside a classificação de buracos negros intermediários, isto é, objetos com 100 a mil vezes a massa da nossa estrela. A nova colisão detectada por astrônomos culminou em um buraco negro com 142 vezes o tamanho do Sol – o primeiro ‘intermediário’ já observado por cientistas.

A descoberta foi relatada em artigos publicados nas revistas Astrophyiscal Journal Letters e Physical Review Letters, nesta quarta-feira (2). Para pesquisadores, o registro pode explicar algumas características do universo, como a presença abundante de buracos negros menores e a escassez de buracos negros supermassivos.

Como lembra o The Verge, alguns estudiosos defendem a teoria que os corpos supermassivos são formados a partir de colisões contínuas de buracos negros menores. Essa concepção implica em admitir a existência dos buracos negros intermediários.

Divulgada em abril, animação da Nasa mostra a complexa “dança” de um buraco negro menor ao redor de um buraco negro supermassivo da galáxia OJ 287. Imagem: Nasa

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