Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 21 de junho de 2025 · 2 min de leitura ·

Cientistas podem ter descoberto como morcegos evitam o câncer

Cientistas podem ter descoberto como morcegos evitam o câncer

Recentemente, pesquisadores da Universidade de Rochester (nos EUA) publicaram um estudo na Revista Nature que cita hipóteses de como o organismo dos morcegos evita o câncer. A análise é fundamental porque esses mamíferos voadores têm uma expectativa de vida de até 40 anos.

A pesquisa descobriu que inúmeras espécies de morcegos detém um mecanismo fisiológico conveniente: esses animais criam múltiplas cópias do p53, que é uma espécie de ‘gene supressor‘ de tumores.

Em outras palavras, quanto mais cópias deste gene existirem, maior será a habilidade do organismo em resistir ao desenvolvimento de tumores cancerosos, visto que as mutações gênicas no p53 estão ligadas a maioria de todos os tipos de cânceres humanos. O estudo pode ser lido na íntegra aqui.

Para título de comparação, os humanos têm apenas uma única cópia do gene p53; ao contrário dos elefantes, que resguardam um estoque de até 20 cópias, segundo o Science Alert.

Explicando simplificadamente, uma das funções que tornam o gene p53 útil no combate ao câncer é o fato de que ele suprime a reprodução celular (dentro de critérios específicos). O câncer, por outro lado, depende da reprodução celular descontrolada para se espalhar; então, se o p53 previne essa reprodução desenfreada, é muito mais difícil para um câncer se desenvolver.

Contudo, o excesso de genes p53 também não é o ideal, visto que isso causaria malefícios ao organismo. Por isso, os morcegos tem uma enzima importante para complementar esta equação: a telomerase.

Compartilhe