
A ideia de “geoengenharia solar“, ou injetar incontáveis dólares em partículas na estratosfera para reduzir o aquecimento do Sol, há muito é vista como o último recurso para enfrentar uma crescente crise climática.
Apesar de muita oposição à ideia de se intrometer em ecossistemas inteiros de uma só vez, um número crescente de cientistas está começando a estudar seriamente a possibilidade, relata o The New Yorker.
No mês passado, a Casa Branca anunciou plano de pesquisa de cinco anos para estudar a geoengenharia, sinal de que a ideia saiu do reino da ficção científica em meio a um período de aumento rápido das temperaturas e metas climáticas fracassadas.
Mesmo com a paralisação quase total do uso de combustíveis fósseis, a humanidade caminha para uma catástrofe. O Acordo de Paris, tratado internacional juridicamente vinculativo sobre mudanças climáticas, foi adotado por 196 países, que concordaram em fazer o possível para limitar o aquecimento global ao mais próximo possível de 1,5 ºC.
Mas atingir essa meta provou ser quase impossível. De acordo com relatório de outubro da ONU sobre Mudanças Climáticas, os esforços para reduzir as emissões de gases de efeito estufa têm sido insuficientes para atingir essa meta até o final do século.
Esse tipo de perspectiva sombria faz com que mais e mais pesquisadores se voltem para investigar a geoengenharia como possível último recurso.
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