
Conforme noticiado pelo Olhar Digital, desde o dia 15 de setembro, o cometa C/2023 A3 (Tsuchinshan-ATLAS) está visível nos céus do Hemisfério Sul. Nos últimos dias, várias imagens deste que está sendo informalmente chamado de “Cometa do Século” (um apelido controverso) têm sido registradas e compartilhadas nas redes sociais.
Nesta sexta-feira (27), o cometa chega ao ponto de sua órbita mais próximo do Sol (o periélio), encontro este que pode ser fatal, já que o objeto pode se desintegrar com a radiação solar e desaparecer para sempre.
“Na sexta, o cometa Tsuchinshan-ATLAS deve atingir o periélio e, de acordo com os cálculos, já deverá estar tão luminoso quanto Sirius, a estrela mais brilhante do céu noturno [que tem aparente de −1,46]”, disse Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), membro da Sociedade Astronômica Brasileira (SAB), diretor técnico da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (BRAMON) e colunista do Olhar Digital.
Segundo Zurita, o cometa terá dois momentos de visibilidade, com o primeiro tendo começado no dia 15 deste mês. Desde então, ele pode ser visto nos finais das madrugadas, ao leste, pouco antes do amanhecer. “E vai estar cada dia mais alto no céu até o dia 27. A partir de então vai ‘despencar’ em direção ao Sol, deixando de ser visível no dia 4 de outubro e reaparecendo novamente a partir do dia 12 ao anoitecer, na direção oeste”.
No entanto, o especialista lembra que alguns estudos indicam que o cometa pode se desintegrar antes disso. “Então, a recomendação é aproveitar as chances de observação nesses dias que antecedem o periélio e torcer para que ele sobreviva a esse encontro com o Sol”, disse ele, complementando que, “se isso acontecer, aí teremos provavelmente um espetáculo ao anoitecer durante o mês de outubro”.
Sobre o apelido “cometa do século”, Zurita discorda. “É um exagero. Talvez o cometa da década. Em 2007, teve um cometa muito luminoso, o McNaught, que vai ser difícil bater”.
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