
Eu não faço ideia de quando você vai ler esse texto, mas aposto que está calor por aí – se você estiver no Brasil. Estou escrevendo no início de setembro, ainda inverno, com os termômetros na casa dos 26 graus na capital paulista. Uma temperatura amena em relação aos últimos dias. Um suspiro antes dos 35 graus previstos para a semana que vem…
Em outras partes do Brasil, os meteorologistas falam em mais de 40 graus. E repito: em pleno inverno.
Esse clima instável e seco não é exclusividade nossa. Como informamos aqui no Olhar Digital, há poucos meses, em maio, a Índia bateu o seu recorde de temperatura: 52 graus. Vários países da Ásia passaram pela mesma situação.
Na Europa, o Programa de Observação Copernicus informou que o continente passou, no verão de 2022, pela mais dura seca dos últimos 500 anos. E as coisas não melhoraram muito de lá para cá, segundo explicou a ministra da Agricultura do Chipre, Maria Panayiotou.
“A mudança climática é uma ameaça real à produção de alimentos em todo o mundo, e esse risco é ainda mais grave na área do Mediterrâneo”, disse o Ministro da Agricultura da Espanha, Luis Planas.
“Devemos combater a mudança climática e, ao mesmo tempo, adaptar as condições de trabalho de nossos agricultores a essa nova situação climática”, concluiu Planas.
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