Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 19 de julho de 2022 · 2 min de leitura ·

Como a gravidade reduzida afeta o sistema muscular dos astronautas?

Como a gravidade reduzida afeta o sistema muscular dos astronautas?

Já sabemos que a gravidade reduzida no espaço provoca efeitos no organismo humano em vários níveis, como a perda da densidade óssea, a “síndrome neuro-ocular associada a voos espaciais” (SANS) e a qualidade do sono, por exemplo. 

Agora, um estudo publicado em uma edição especial da Neuroscience & Biobehavioral Reviews abordou como o sistema muscular dos astronautas é afetado pela microgravidade.

Entre as muitas funções desempenhadas pelos músculos esqueléticos, uma das mais importantes é manter a nossa postura. Se não fosse por esses músculos, a atração gravitacional da Terra poderia dificultar nossa caminhada e movimentos em geral. 

O grupo de músculos – presentes principalmente em nossos membros, costas e pescoço – que são responsáveis por manter nossa postura e por permitir nos movermos contra a força da gravidade são conhecidos justamente como “músculos antigravitacionais”.

Para entender o que acontece com esses músculos quando não há gravidade para eles trabalharem contra, uma equipe formada por cientistas de várias universidades do Japão resolveram estudar as respostas do corpo humano ao descarregamento gravitacional, com o objetivo principal de descobrir como os astronautas podem evitar problemas neuromusculares durante um voo espacial prolongado.

No espaço sideral, onde a gravidade é mínima, nossos músculos (especialmente os antigravitacionais) não são tão usados, o que pode resultar em atrofia e mudanças em sua estrutura e propriedades. Os músculos da panturrilha humana, em especial, são conhecidos por ter o volume drasticamente reduzido em missões espaciais de longa duração.

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