Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 21 de janeiro de 2022 · 2 min de leitura ·

Como bom italiano, estaria o Monte Vesúvio tirando uma “sesta” estendida?

Como bom italiano, estaria o Monte Vesúvio tirando uma “sesta” estendida?

Sabe aquele cochilo gostoso depois do almoço que algumas pessoas têm o privilégio de poder tirar? Em alguns países, como a Espanha (onde o termo usado para esse soninho é “siesta”) e a Itália (“sesta”), esse é um momento quase sagrado. Até as lojas baixam as portas por algumas horas para o descanso da tarde. E segundo um novo estudo, o vulcão conhecido como Monte Vesúvio, localizado próximo à cidade italiana de Nápoles, estaria nesse momento de repouso — só que estendido: adormecido há quase 80 anos e com mais alguns séculos de “relaxamento” pela frente.

Em 1944 o vulcão teve sua mais recente erupção violenta, quando destruiu a vila de San Sebastiano, vizinha de outra região destroçada por sua fúria mais de 1860 anos antes, no ano 79 EC (Era Comum*): as cidades de Herculano e Pompeia, onde hoje fica o famoso Parque Arqueológico de Pompeia.

Especialistas em vulcões do Instituto Federal de Tecnologia (ETH) de Zurique afirmam que pode levar mais algumas centenas de anos até que outra perigosa erupção explosiva ocorra no Monte Vesúvio, que é um estratovulcão: ou seja, seu cone é construído a partir do acúmulo de camadas de lava e cinzas de erupções anteriores. 

Ele faz parte do arco vulcânico campaniano, uma série de vulcões na Itália que fica em uma fronteira entre placas tectônicas, onde a placa africana está sendo subduzida sob a placa eurasiana.

Mais de três milhões de pessoas vivem nas proximidades deste que é um dos vulcões mais perigosos da Europa. Por esse motivo, a pergunta que não quer calar é: quando o Monte Vesúvio entrará em erupção novamente e quão forte pode ser a explosão?

Justamente para responder a essa pergunta é que os pesquisadores do ETH, em colaboração com cientistas da Itália, analisaram minuciosamente as quatro maiores erupções do Vesúvio nos últimos 10 mil anos para avaliar se um evento perigoso pode ser previsível.

Compartilhe