
Na Terra, o ciclo de dia e noite é resultado da rotação do planeta em torno do próprio eixo. Esse movimento cria períodos de luz e escuridão que influenciam os ritmos biológicos de todos os seres vivos.
Acontece que essa característica não é comum para todos os mundos. E sim: a ciência já encontrou casos em que o corpo celeste está travado – incluindo lugares onde pode existir vida alienígena.
Em tais planetas, um lado fica sempre voltado para a estrela hospedeira, sendo sempre dia, enquanto o outro lado de escuridão é de noite eterna. Isso acaba sendo algo muito peculiar para a possibilidade de vida.
A cientista planetária e atmosférica Maureen Cohen, em uma publicação recente no The Conversation, compartilhou pontos importantes sobre como seria a evolução da vida nesses cenários. Ela cita, por exemplo, que algumas criaturas da Terra que vivem em ambientes sem luz, como no subsolo ou nas profundezas dos oceanos, nos oferecem pistas sobre como pode ser a vida em planetas sem um ritmo circadiano.
Ritmo circadiano é o ciclo interno dos seres vivos responsável por regular diversas funções biológicas ao longo de aproximadamente 24 horas. É como se fosse um ciclo natural que coordena desde o sono até o apetite, passando por hormônios e temperatura corporal.
Estima-se que existam bilhões de planetas potencialmente habitáveis na Via Láctea. A galáxia abriga entre 100 e 400 bilhões de estrelas, sendo 70% delas anãs vermelhas, ou anãs M.
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