
Muitos até tentam, mas prever o futuro (ainda) é impossível. No entanto, isso não nos impede de imaginar como será a aparência dos humanos daqui a um milhão de anos, por exemplo. Para isso, é possível analisar as consequências de fatores ambientais, o que pode nos dar um caminho a seguir.
Cientistas explicam que a temperatura do planeta é um bom indicador de como serão as coisas no futuro. Isso acontece porque o calor (ou frio) causam impactos na nossa pele, além de causar mudanças significativas nos alimentos disponíveis. Isso significa que é possível, a partir de modelos climáticos, até mesmo prever o que os nossos parentes do futuro comerão (desde que ainda existam condições para a vida na Terra até lá).
O avanço da seleção natural, dizem os especialistas, pode resultar no desenvolvimento de cérebros maiores nos humanos. Com o aperfeiçoamento ainda maior das tecnologias, no entanto, devemos ficar cada vez mais frágeis, em função da menor necessidade de esforços físicos.
Uma das possibilidades levantadas é que o nariz e a boca encolham a ponto de ficarem vestigiais, conferindo uma aparência mais igualitária a todos.
Independentemente da aparência humana daqui a um milhão de anos, pesquisadores parecem unânimes ao afirmar que as pessoas do futuro terão grandes dificuldades de nos olhar como seres da mesma espécie. É mais ou menos o que acontece hoje com o Homo erectus, que viveu há cerca de 1,80 milhões de anos.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Entre para comentar.