
A maior parte do Universo é composta por algo que conhecemos muito pouco: a energia escura. É ela também a principal responsável pela aceleração da taxa de expansão do Universo. E supernovas têm ajudado cientistas a entender melhor essa força misteriosa. Inteligência artificial (IA) dá uma mão também, claro.
No começo de janeiro, pesquisadores apresentaram dados coletados durante uma década a partir de supernovas como parte da Dark Energy Survey – projeto internacional para desvendar os mistérios da energia escura. Eles utilizaram supernovas Tipo 1a para medir distâncias de galáxias distantes e entender melhor a expansão do Universo.
Observações cosmológicas mostram que toda a matéria visível compõe apenas 5% do Universo, enquanto 27% é matéria escura. E os 68% restantes são energia escura, um desafio irresistível para cientistas.
Esse tipo de energia pode ser vista como um lado de uma moeda cosmológica. Nesta analogia, a matéria escura seria o outro. Enquanto a matéria escura tende a desacelerar a expansão do Universo, a energia acelera. À medida que o Universo se expande, há mais energia escura, e o equilíbrio entre matéria e energia muda.
Apesar da grande quantidade desse tipo de energia no Universo, seus efeitos são relativamente pequenos. E há uma discrepância significativa entre as previsões teóricas e as observações. A teoria da mecânica quântica prevê que a energia escura deveria ser muito mais forte do que é. Esse é considerado um dos problemas “mais constrangedores” da Física.
Para os pesquisadores deste tipo de energia, essa discrepância é o que torna o assunto tão intrigante e essencial para estudo. Isso porque compreender 95% do Universo desconhecido é fundamental para a cosmologia.
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