Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 23 de fevereiro de 2025 · 2 min de leitura ·

Como Zelândia, o continente perdido, foi descoberto?

Como Zelândia, o continente perdido, foi descoberto?

Quando pensamos na descoberta de continentes, remetemos há séculos atrás, durante a era das grandes navegações, quando ao América foi encontrada pelos europeus. Ou até mesmo milênios antes, quando os primeiros humanos deixaram a África. Mas saiba que há menos de 10 anos descobrimos um continente novo, mas ele não estava tão visível assim.

A Zelândia foi encontrada em 2017. O continente perdido é quase completamente submerso e se estivesse totalmente acima do nível do mar ficaria abaixo da Nova Zelândia (como dá para se imaginar) e de outras partes do Pacífico. 

Apesar de ter sido localizado há pouco tempo, o continente já tinha sua existência investigada desde o século 19. Mas por conta da tecnologia limitada da época, levou quase 200 anos para que fosse finalmente comprovado.

Dados de satélite permitiram mapear o fundo do mar e identificar a Zelândia como uma massa disforme quase tão grande quanto a Austrália. A análise de rochas revelou indícios de que a Zelândia já fez parte de um supercontinente, o Gondwana. 

Localizar a Zeelândia é algo antigo. Referências sobre esse continente datam da antiguidade e duram até o século 18, quando em 1769, James Cook viajou pelo Oceano Pacifico para observar o trânsito de Vênus e achar o Australis Incognitus. Ele chegou até a costa da Nova Zelândia e desistiu da busca, apontando que o país não era o que ele procurava. Isso só foi mudar muito tempo depois.

Por meio de datação e análise química, o mapa completo também descobriu uma imagem de outra parte fundamental da história da Zelândia – sua espinha dorsal de granito de quatro mil quilômetros de comprimento. Apelidado de Batólito Mediano, acredita-se que o cinturão transcontinental de granito tenha entre 250 e 100 milhões de anos.

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