
A natureza é linda, mas pode soar grotesca para nós humanos. Uma das práticas mais intrigantes que acontecem com algumas espécies no mundo animal é o canibalismo sexual. A prática costuma ter objetivos nobres, como ser uma tática garantidora da evolução da espécie.
No reino animal, a alimentação via canibalismo sexual é adotada por insetos, répteis, aracnídeos e cefalópodes, como os polvos, por exemplo. Embora haja exceções, geralmente os machos são as vítimas por serem menores fisicamente em algumas espécies.
“De fato, as diferenças de tamanho entre fêmeas e machos frequentemente determinam a frequência do canibalismo sexual, talvez porque o potencial para resistir a um ataque canibalístico seja dependente do tamanho”, afirma Jutta Schneider em seu artigo científico sobre o tema.
Entre os motivos por trás do canibalismo sexual, os cientistas destacam 4 razões principais. Uma delas é o forrageamento adaptativo, quando a fêmea obtém nutrientes especiais ao consumir o macho, o que pode beneficiar a qualidade e quantidade de filhotes. Já o transbordamento agressivo indica que, quanto mais hostil uma fêmea for em seu habitat, maior a probabilidade de canibalizar um macho.
Temos também a escolha do parceiro, quando fêmeas decidem sobre o melhor macho em características, rejeitando os que considera fracos e inadequados e o caso da identidade equivocada, quando a fêmea acaba por confundir o macho com uma presa por ter sinais semelhantes.
O mosquito fêmea da espécie quironomídeo é um dos insetos adeptos do canibalismo sexual. A prática se dá porque o macho é uma fonte muito rica em nutrientes, e a fêmea precisa desse aporte alimentar após o acasalamento.
Entre para comentar.