
Nas próximas semanas e meses, o céu noturno vai “ganhar” uma “nova estrela“. E você vai poder vê-la. Porém, corra: ela vai brilhar tanto quanto Polaris, a Estrela do Norte, mas vai brilhar por não mais do que uma semana antes de escurecer.
Trata-se da T Coronae Borealis, também chamada de T CrB. Segundo o The New York Times, trata-se de uma nova, uma explosão nuclear irrompendo do cadáver pálido de uma estrela morta há tempos.
Alguns já viram isso antes: há quase 80 anos. Daqui a 80 anos, os futuros seres humanos poderão vê-la novamente.
As anãs brancas, apesar de pequenas, são tão densas que sua intensa atração gravitacional rouba matéria rica em hidrogênio de estrela regular próxima. Volátil, ela cai na superfície da anã branca e começa a se acumular após um tempo, comprimindo as camadas inferiores e aumentando sua temperatura.
Por vezes, tal matéria “ultrapassa a temperatura de combustão do hidrogênio”, informa Schaefer. Ele inflama e aumenta ainda a temperatura do material agregado.
Após certo ponto, uma reação nuclear descontrolada começa, e desencadeia uma “explosão apocalíptica”. “Essas novas são, basicamente, bombas de hidrogênio”, continuou o astrofísico.
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