Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 7 de junho de 2022 · 2 min de leitura ·

Conheça a “Teoria do Universo Espelhado” e veja como ela pode solucionar a crise na Cosmologia

Conheça a “Teoria do Universo Espelhado” e veja como ela pode solucionar a crise na Cosmologia

De South Park ao universo cinematográfico da Marvel, nós estamos cheios de referências à teoria dos universos paralelos: a ideia de que, em algum lugar, uma versão de nós conseguiu apostar na primeira alta do bitcoin, ou não teve coragem de chamar aquela menina da faculdade para sair ou, ainda, nasceu designado em outro gênero ou casou-se com uma pessoa totalmente diferente é algo que atiça a nossa curiosidade no primeiro pensamento.

O que poucos se dão conta é que essa também é uma curiosidade que prevalece nos estudos científicos – especificamente, a Cosmologia, que muitos vão reconhecer como as pesquisas, entre outras coisas, das partes mais teóricas e abstratas do espaço. E, de acordo com um novo estudo, são justamente essas questões que poderão nos ajudar a resolver um problema conhecido como “Tensão Cósmica”.

Explicando de uma forma simples, o problema da tensão cósmica deriva da “Constante de Hubble”, uma aproximação matemática posicionada por Edwin “meu-sobrenome-virou-telescópio” Hubble em 1929 em relação à velocidade de expansão do universo ou, em termos numéricos, alguma coisa entre 66 e 74 km/s/Mpc: quilômetros-por-segundo-por-megaparsec. E cada megaparsec é igual a 3.260.000 anos-luz.

Ainda com a gente? Ótimo, porque esses números não importam tanto aqui. O foco aqui é no “entre”. A medida estabelecida pela Constante de Hubble não é um valor exato porque, bom, os astrônomos da época contavam conosco para evoluir os métodos de cálculo a ponto de atingirmos um número preciso. E nossos cálculos evoluíram bem demais. Tão bem que começamos a encontrar contradições de bagunçar a cabeça.

Por exemplo: o espaço, ao mesmo tempo, pode se contrair e se expandir; e ao mesmo tempo, ele pode ter uma forma achatada, côncava (uma curva positiva) ou convexa (uma curva negativa). O universo está, ao mesmo tempo, se expandindo…mas também…contraindo?

Essa dissonância deriva da ideia de que nós entendemos o continuum espaço-temporal em três dimensões antepostas (“se algo está crescendo, por definição, não está encolhendo”), mas essa percepção sozinha não explica o nosso universo. E é aí que a teoria de universos espelhados entra em cena.

Compartilhe