
Observar a passagem de meteoros no céu pode ser impressionante. Apesar de ser mais comum que as estrelas cadentes geralmente não tenham uma cor identificável, às vezes é possível ver flashes coloridos riscando o céu e isso pode dizer aos cientistas um pouco da química da poeira que originou esse evento.
Os meteoros são causados pela entrada de poeira, ou às vezes alguma coisa maior, na atmosfera da Terra. Devido à velocidade com que adentram, muito atrito é criado, liberando uma enorme quantidade de luz que chega a ser desproporcional ao tamanho do material envolvido.
As cores podem ser explicadas por um experimento inventado por Robert Bunsen, o teste de chamas. Nele é possível identificar a presença de íons metálicos em um material ao colocar uma amostra dele na chama. Quando isso acontece, os elétrons recebem muita energia e saltam para um estado superior, ao recuar, a energia é liberada na forma de luz em um comprimento de onda específico do elemento, o que vemos como uma cor específica.
As partículas de poeira que formam os meteoros raramente são puras, no entanto, se um elemento for predominante, ao adentrar na atmosfera uma tonalidade específica dele pode ser observada, assim como no teste de chamas.
Apesar das cores estarem associadas à química dos meteoros, nem sempre ela está envolvida. Ao adentrar na atmosfera, o atrito também aquece o ar ao redor, que pode brilhar em vermelho devido a ele ser predominantemente formado por oxigênio e nitrogênio.
O que determina se a luz observada vai ser vermelha ou correspondente a química do meteoro é a velocidade com que ele adentra a atmosfera. Quando a velocidade é maior, é provável que a luz produzida pela poeira seja predominante, quando menor, o vermelho atmosférico se sobressai.
Entre para comentar.