
As negociações climáticas da ONU, iniciadas em Baku, no Azerbaijão, foram marcadas por apelos de cooperação e discursos intensos que contrastam com um cenário de conflitos globais e dificuldades econômicas.
A COP29, que reúne representantes de vários países para debater ações contra as mudanças climáticas, teve seu início focado em um dos temas mais difíceis: a mobilização de recursos financeiros para ajudar os países em desenvolvimento a enfrentar e se adaptar ao aquecimento global.
Na cidade conhecida por seu histórico de produção petrolífera, o novo presidente da COP29, Mukhtar Babayev, chamou atenção para a necessidade de centenas de bilhões, ou até trilhões, de dólares em financiamento, visando a transição energética e a compensação pelos desastres climáticos, em grande parte causados pelas emissões dos países ricos.
Babayev alertou: “Esses números podem soar altos, mas são pequenos em comparação com o custo da inação”. Ele ressaltou a importância da COP29 para o cumprimento do Acordo de Paris, que busca limitar o aumento da temperatura global a 1,5 °C em relação aos níveis pré-industriais.
O contexto global de conflitos e mudanças políticas, como a recente eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos e a queda da coalizão governante da Alemanha, trouxe desafios adicionais às negociações em Baku.
Friederike Otto, cientista do clima, afirmou que o norte global deveria reduzir suas emissões de maneira mais rápida, mas destacou que as turbulências políticas atrasam as metas de mitigação climática.
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