Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 7 de outubro de 2022 · 2 min de leitura ·

Corpos preservados em pântanos europeus podem indicar sacrifícios humanos

Corpos preservados em pântanos europeus podem indicar sacrifícios humanos

O pântano Lindow Moss, na Inglaterra, assim como diversos outros similares Europa afora, já foi antro de restos humanos. Em 1983, Andrew Mould encontrou no local um crânio, por exemplo.

Ele estava tão bem conservado, que ainda havia restos do cérebro em seu interior. A família de Mould vivia do corte de turfa e, desde criança, ele frequentava os pântanos e achava comum encontrar restos. Mas este pareceu anormal a ponto de ele comunicar a polícia.

A partir daí, duas investigações paralelas surgiram. Isso porque a polícia achou que o crânio pertencia a Malika de Fernandez, mulher que foi assassinada por seu marido, Peter Reyn-Bardt, que, após a descoberta do crânio, confessou o crime.

Só que, após a datação do crânio, os arqueólogos iniciaram sua própria investigação, pois o resto humano tinha mais de 1.600 anos.

A explicação científica para a perfeita conservação do crânio – e até mesmo de parte do cérebro e um globo ocular da Mulher de Lindow, como ficou conhecida – é que as profundezas dos pântanos são ácidas e possuem pouco oxigênio, de modo que bactérias e outros micro-organismos não conseguem decompor tecidos orgânicos.

Sabe-se que o ato de enterrar pessoas em pântanos da Irlanda até a Alemanha desde 2000 a.C. Contudo pesquisadores já encontraram esqueletos datados de 8.500 a.C.

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