
Imagine um futuro no qual é possível reestabelecer a biodiversidade em escala e de forma extremamente ágil. Pois esse futuro está bem próximo da realidade graças ao CRISPR, uma técnica de edição de genoma. Descubra o que é, para que serve e as principais descobertas na área.
CRISPR (pronuncia-se “crís-per” em português ou “kris-per”, em inglês) é uma das técnicas mais avançadas de edição genética. Ela tem um papel crucial no aprimoramento genético de vários organismos, incluindo plantas.
Além disso, este sistema tem o potencial de impulsionar a melhoria genética das plantas, auxiliando os agricultores a enfrentar os principais desafios que afetam as colheitas: sensibilidade ao calor, estresse hídrico e susceptibilidade a pragas e doenças.
O sistema CRISPR também tem o potencial de auxiliar na restauração da biodiversidade por meio do desenvolvimento de novos germoplasmas e até mesmo novas culturas. Assim, as plantas desenvolvidas com esta técnica podem contribuir não apenas para os desafios agrícolas, mas também para questões ambientais.
CRISPR é uma sigla para “Conjunto de Repetições Palindrômicas Curtas Regularmente Espaçadas” (ou “Clustered Regularly Interspaced Short Palindromic Repeats” em inglês), que define uma região do genoma bacteriano onde há a presença de sequências curtas e repetidas de DNA (ácido desoxirribonucleico).
Nessa região, os cientistas fizeram uma descoberta: ela funciona como um sistema de defesa bacteriano. Pedaços de DNA de vírus invasores são inseridos entre as repetições, funcionando como uma espécie de “memória” para futuras infecções.
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