Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 14 de março de 2023 · 2 min de leitura ·

Defesa planetária: como protegemos a Terra de asteroides?

Defesa planetária: como protegemos a Terra de asteroides?

O conceito de defesa planetária é baseado em esforços realizados para proteger a Terra de impactos de asteroides. Diariamente, mais de 90 toneladas de rochas e poeira espacial passam pela atmosfera terrestre. No entanto, boa parte queima muito antes de chegar ao solo e pode até gerar um rastro de luz. Outros meteoritos, um pouco maiores, podem — no máximo — render uma “caça ao tesouro”. 

Mesmo que a atmosfera terrestre nos proteja da maior parte dos impactos, nem sempre é assim. Há milhões de anos, quando dinossauros ainda caminhavam pela Terra, um asteroide de cerca de 10 quilômetros colidiu com o planeta, resultando em uma grande extinção em massa e uma cratera de 180 quilômetros de largura.

A defesa planetária atualmente trabalha para identificar objetos potencialmente nocivos (PHOs, na nomenclatura da NASA) próximos à Terra. Agências espaciais estão se preparando para defenderam o planeta caso algum dia seja preciso.

Atualmente, centenas de telescópios e observatórios estão procurando por objetos que possam colidir com a Terra. A partir dos dados coletados, os catálogos são construídos — como o do Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS), da NASA. Eles listam cometas, asteroides e os potenciais riscos de colisão.

A primeira parte para descobrir se um cometa ou asteroide é um objeto potencialmente nocivo é entender a órbita dele. Depois de descoberta, é muito fácil decifrar a trajetória do corpo espacial.

Atualmente, alguns telescópios têm como função rastrear esses objetos próximos à Terra potencialmente nocivos. O Escritório de Coordenação de Defesa Planetária da NASA, criado em 2016, trabalha em conjunto com diversos centros de pesquisa de asteroides — como o Catalina Sky Survey, Pan-STARRS , Lincoln Near-Earth Asteroid Research e Spacewatch.

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