Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 3 de julho de 2024 · 2 min de leitura ·

Descoberta arqueológica em Israel pode comprovar guerra descrita na Bíblia

Descoberta arqueológica em Israel pode comprovar guerra descrita na Bíblia

Um achado arqueológico recente em Israel pode lançar nova luz sobre um acontecimento narrado na Bíblia, oferecendo evidências que poderiam comprovar a história do cerco de Jerusalém pelo rei assírio Senaqueribe. 

Publicada na revista Near Eastern Archaeology, a descoberta foi feita por Stephen Compton, um estudioso independente especializado em arqueologia do Oriente Próximo. Usando técnicas modernas de mapeamento, ele diz ter identificado os restos de antigos campos militares assírios datados de cerca de 700 anos a.C., possivelmente confirmando a narrativa bíblica de que um anjo do Senhor aniquilou milhares de soldados assírios, conforme descrito em 2 Reis 19:35.

Sucedeu, pois, que naquela mesma noite saiu o anjo do Senhor, e matou no acampamento dos assírios cento e oitenta e cinco mil deles; e levantando-se pela manhã cedo, eis que todos eram cadáveres. 36 Então Senaqueribe, rei da Assíria, partiu, e se foi, e voltou, e ficou em Nínive.

Compton detalhou suas descobertas em textos assírios, histórias gregas e na Bíblia hebraica, apoiando o relato bíblico de 2 Reis 19:35, Isaías 37:36-38 e 2 Crônicas 32:21. Ele combinou representações de painéis de pedra do palácio de Senaqueribe com fotografias aéreas antigas de Lachish, em Israel, para criar um mapa virtual identificando a localização do campo militar. 

Esses painéis, que originalmente faziam parte do palácio de Senaqueribe e retratavam um campo militar fortificado com 24 torres de guarda, agora estão expostos no Museu Britânico, em Londres. 

A localização do acampamento foi confirmada ao sobrepor fotografias do início do século 20 com a paisagem retratada nos relevos assírios. Compton explicou que a forma oval do campo era consistente com as estruturas militares assírias da época. “Sabíamos que era um oval. O que fiz foi pegar a imagem do relevo e combiná-la com características reconhecíveis na paisagem”. Além disso, o nome, a posição e as datas do campo se encaixam no contexto histórico da invasão de Senaqueribe.

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