Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 21 de outubro de 2024 · 2 min de leitura ·

Descoberto primeiro fóssil de nova espécie de mosca de 16 milhões de anos

Descoberto primeiro fóssil de nova espécie de mosca de 16 milhões de anos

Pesquisadores encontraram um fóssil incrivelmente preservado na Austrália e descobriram se tratar de espécie inédita de mosca-serra. O achado data de até 16 milhões de anos e dá pistas sobre o surgimento e a evolução do inseto.

Apesar de estar extinta, a mosca-serra fossilizada pode fornecer pistas sobre a evolução de outras moscas vivas no presente.

A mosca-serra, na verdade, não é exatamente uma mosca. Trata-se de um tipo de vespa, mas com características incomuns, como a ausência da “cintura de vespa” (silhueta peculiar desses insetos) observada em outras espécies. No lugar, a mosca-serra tem ovopositores (órgão usado para depositar ovos) semelhantes às serras. Daí vem o nome.

O fóssil foi encontrado no estado australiano de Nova Gales do Sul em 2018. De acordo com o IFLScience, acredita-se que ele pertence à espécie extinta há muito tempo, que habitou o país no Período Mioceno. A peça em si data entre 11 e 16 milhões de anos e é a primeira encontrada desta espécie de mosca-serra.

Os pesquisadores a batizaram de Baladi warru, em homenagem ao grupo aborígene Wiradjuri, que habitou o local onde o fóssil foi localizado. Na língua do povo, “Baladi” significa “serra” e “warru”, “vespa”.

Para definir que se tratava de nova espécie, os pesquisadores tiveram que analisar o fóssil do animal. Eles descobriram que as veias que atravessavam as asas e uma parte interna da cabeça, chamada clípeo, estavam relacionados com a subfamília de moscas Perginae. Um estudo mais profundo, inclusive do DNA, mostrou semelhanças com espécies atuais de moscas-serras da família.

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