
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) estima que somente em 2022 a Amazônia Legal perdeu cerca de 11.568 quilômetros quadrados de cobertura vegetal devido ao desmatamento, área mais de 7,5 vezes maior que a cidade de São Paulo. Caso o desmatamento continue nesse ritmo, a floresta pode começar a liberar mais do que absorver carbono da atmosfera.
Caso o desmatamento amazônico cruze um limite crítico, as consequências climáticas podem afetar não só a região como desencadear mudanças em todo o planeta. As crises ambientais que serão sofridas podem ser tão grandes a ponto de causar danos irreparáveis.
As mudanças climáticas têm recebido bastante atenção nos últimos anos. Problemas como o derretimento das geleiras, retração de florestas, aumento do nível do mar e mudanças dos regimes de chuva podem contribuir para o aquecimento global.
Um estudo recente, conecta como o desmatamento da Amazônia pode estar relacionado com mudanças climáticas em outras regiões do planeta. Os pesquisadores relacionam a perda de cobertura vegetal amazônica e as temperaturas altas no Tibet e na região da Antártica Ocidental.
A partir da análise de dados de 1979 a 2019, o estudo mostrou que maiores precipitações na Amazônia estão correlacionadas com menos precipitação na Antártica Ocidental e no Tibet. Caso a pesquisa esteja correta, o derretimento das geleiras do Planalto Tibetano pode estar relacionado com o desmatamento na Amazônia.
A correlação climática entre Amazônia, Tibet e Antártica Ocidental pode ser justificada pelas correntes oceânicas e correntes ocidentais de vento, mesmo que a ligação entre esse pontos se estenda por quase 10 mil quilômetros.
Entre para comentar.