Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 1 de outubro de 2025 · 2 min de leitura ·

Detector mega sensível desafia atual hipótese da matéria escura

Detector mega sensível desafia atual hipótese da matéria escura

No interior de uma mina na Dakota do Sul, nos Estados Unidos, está um complexo laboratório com o detector LUX-ZEPLIN (LZ). Composto por uma dupla de tanques de titânio cheios de xenônio líquido, esse equipamento está no subsolo para evitar a interferência de partículas cósmicas, corpos que podem abafar os sinais da misteriosa matéria escura.

Os pesquisadores acreditam que, se essa peculiar matéria for composta de Partículas Maciças de Interação Fraca (WIMPs), ela deve colidir com os átomos de xenônio e emitir luz. Essa seria uma forma de detectá-la para estudar sua natureza.

O grupo analisou 280 dias de dados, uma combinação de 220 dias coletados entre março de 2023 e abril de 2024 e 60 dias da primeira seção do equipamento, em 2022. Os pesquisadores pretendem coletar mil dias de dados até o fim do projeto em 2028. Os resultados foram publicados na revista científica Physical Review Letters.

Nenhuma partícula de matéria escura foi descoberta. No entanto, os cientistas agora podem testar outras possibilidades, além de aprimorar as teorias sobre essa substância e as tecnologias para detectá-la.

“Embora sempre esperemos descobrir uma nova partícula, é importante para a física de partículas que sejamos capazes de estabelecer limites sobre o que a matéria escura realmente pode ser”, explicou Hugh Lippincott, físico experimental da UC Santa Barbara e membro da colaboração LZ, em um comunicado.

As WIMPs são uma das mais sólidas hipóteses para a matéria escura. Segundo as principais proposições, essas partículas são massivas e interagem fracamente com a matéria normal. Os pesquisadores acreditam que elas atravessem a Terra constantemente conforme viajam pelo espaço. Engenheiros projetaram detectores como o LZ para captar essas interações.

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