Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 6 de junho de 2025 · 1 min de leitura ·

Diamante vermelho: o que a ciência descobriu estudando o raro (e caro) mineral

Diamante vermelho: o que a ciência descobriu estudando o raro (e caro) mineral

O “Winston Red”, um dos diamantes mais raros do mundo, acaba de ser analisado cientificamente pela primeira vez, revelando pistas sobre sua origem geológica e trajetória histórica.

Classificado como um “diamante vermelho Fancy”, ele apresenta um vermelho puro e intenso — sem tons marrons, alaranjados ou roxos — e pesa 2,33 quilates, sendo uma das maiores gemas desse tipo já registradas.

Seu valor estimado ultrapassa US$ 2,3 milhões, embora oficialmente seja considerado “inestimável”.

Apesar da rica história, sua origem geológica permanecia um mistério. Pesquisadores do Smithsonian analisaram suas propriedades ópticas e descobriram que a coloração vermelha não vem de impurezas, mas de distorções na estrutura cristalina causadas por extrema pressão no manto terrestre.

O estudo sugere que o diamante pode ter vindo da Venezuela ou Brasil, embora a origem exata ainda não tenha sido confirmada.

“Para alcançar sua cor vermelha e densas redes de discordâncias, o Winston Red provavelmente passou por imensa deformação no manto”, concluem os autores.

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