
Astrônomos encontraram um sistema binário com uma rotação tão apertada que ambas as estrelas poderiam caber confortavelmente dentro do Sol. A descoberta foi descrita em um artigo disponível no serviço de pré-impressão arXiv, já aceito para publicação pelo periódico científico The Open Journal of Astrophysics.
Denominado ZTF J2020+5033, o sistema está a apenas 457 anos-luz de distância da Terra e consiste em uma anã marrom de alta massa e uma anã vermelha de baixa massa que giram uma em torno da outra em uma órbita vertiginosa de 1,9 hora.
Essa distância equivale a menos da metade do raio do Sol e é sete vezes menor do que a de qualquer outro sistema conhecido de estrelas binárias.
Pouquíssimas anãs marrons foram encontradas em binários próximos com outras estrelas pequenas. De acordo com a equipe liderada pelo astrofísico Kareem El-Badry, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, o sistema recém-descoberto pode nos oferecer algumas pistas sobre o porquê disso.
Anãs marrons, tecnicamente, não se enquadram na definição de estrelas, ocupando uma zona que fica entre estrelas minúsculas e planetas massivos. Apresentando cerca de 13 a 80 vezes a massa de Júpiter, esses objetos têm massa suficiente para inflamar a fusão de deutério em seus núcleos, mas não o hidrogênio que alimenta estrelas cheias.
Por serem pequenos e sombrios, são difíceis de detectar. Segundo o site Science Alert, cerca de cinco mil delas são conhecidas na Via Láctea, e a maioria é solitária. Apenas em torno de 1% das estrelas semelhantes ao Sol e de menor massa estão em sistemas binários com anãs marrons dentro de algumas unidades astronômicas.
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