
Na madrugada desta sexta-feira (19) ocorreu o eclipse lunar parcial mais longo em 580 anos. O fenômeno começou pouco depois das 4h e encantou muita gente, mesmo que nós – brasileiros – não pudéssemos observar o espetáculo em toda sua duração, já que a Lua se pôs durante o fenômeno.
O melhor ponto de observação foi na região norte, no estado do Amazonas. Quanto mais ao sul do país, menos foi possível de ver. Mas isso não impediu das pessoas tentarem acompanhar. Vale lembrar que um eclipse lunar acontece quando o Sol, a Terra e a Lua se alinham de forma que a Lua passa pela sombra da Terra. À medida que Lua se move, ela entra na Umbra, que é a sombra do nosso planeta.
É nesse momento que um pedaço dela parece “desaparecer” no céu, ou seja, fica imerso na sombra. Nesta sexta-feira, isso aconteceu por volta das 6h04. Infelizmente, para nós, esse ponto “máximo” do eclipse não foi visível, já que neste horário a Lua já havia desaparecido atrás do horizonte. Em Brasília, por exemplo, ela se pôs às 5h33.
Infelizmente, o dia amanheceu chuvoso na maior parte do Brasil e isso acabou frustrando um pouco quem programou o despertador e não conseguiu observar o fenômeno astronômico. A boa notícia é que, onde havia céu claro, não foi preciso nenhum equipamento especial para isso, só um local com uma boa visão do horizonte.
Foi o que aconteceu em João Pessoa, na Paraíba, onde nosso colunista e astrônomo Marcelo Zurita registrou o fenômeno a partir da Praia do Cabo Branco. A proximidade entre a Lua e o horizonte, e o tom avermelhado que ela assumiu durante o eclipse, dão à cena quase que um aspecto surreal:
Vários astrofotógrafos em outras partes do Nordeste e Centro-Oeste do Brasil também foram abençoados com céu limpo, e fizeram estas imagens:
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