
O fenômeno climático El Niño, que atingiu seu ápice nos últimos meses, agora dá sinais de arrefecimento. No entanto, apesar de se encaminhar para sua fase final, suas consequências ainda serão sentidas, com previsões indicando que os efeitos perdurarão até o outono, especialmente no Brasil.
Este El Niño em particular se destacou pelo seu caráter intenso, impulsionando um aquecimento sem precedentes nas águas do Oceano Pacífico, com temperaturas que superaram os 2 °C acima da média. A sua abrangência geográfica também surpreendeu os especialistas, expandindo-se para regiões antes não afetadas por esse fenômeno.
Embora os registros mostrem um leve declínio nas temperaturas oceânicas, as imagens de satélite ainda apontam para um cenário de aquecimento considerável, segundo o mais recente relatório da Agência Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).
Os impactos do El Niño continuam a ser sentidos no Brasil, com temperaturas acima da média nacional e padrões de chuvas irregulares, especialmente na região amazônica e no Nordeste. Esses efeitos podem persistir além da normalização das temperaturas oceânicas.
Ana Figueiredo é editora de tecnologia do Olhar Digital. É formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
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