Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 10 de outubro de 2023 · 2 min de leitura ·

Enorme tempestade solar de 14 mil anos atrás foi muito pior que o Evento Carrington

Enorme tempestade solar de 14 mil anos atrás foi muito pior que o Evento Carrington

Em 1º de setembro de 1859, uma explosão no Sol liberou energia equivalente a 10 bilhões de bombas atômicas em direção à Terra, provocando o caos nas máquinas de telégrafo, que apresentaram falhas em várias partes do mundo. O episódio ficou conhecido como Evento Carrington (em referência ao astrônomo amador Richard Carrington, que o descobriu) e, até hoje, é visto como a maior tempestade solar da história.

Um artigo publicado nesta segunda-feira (9) na revista Philosophical Transactions of the Royal Society A, no entanto, revela que um outro evento desse tipo, ocorrido há cerca de 14 mil anos, teria sido ainda mais poderoso.

Tempestades solares ocorrem quando o Sol libera partículas carregadas de radiação em direção à Terra, provocando tempestades geomagnéticas, que geralmente causam auroras deslumbrantes mas, em casos extremos, podem levar a interferências em comunicações via satélite e rádio ou mesmo derrubar satélites em órbita. 

Eventos assim também afetam o carbono-14 radioativo que chove constantemente na Terra. Este radiocarbono é produzido na atmosfera superior à medida que partículas cósmicas interagem com partículas atmosféricas.

O carbono-14 é incorporado em organismos, como árvores e animais, e como decai progressivamente a uma taxa conhecida, os cientistas podem usá-lo para determinar quando esses organismos viveram. 

O isótopo também pode documentar erupções solares, escondidas nos anéis anuais de árvores antigas. A monstruosa tempestade solar pré-histórica, por exemplo, foi descoberta em árvores subfossilizadas nos Alpes franceses e núcleos de gelo da Groenlândia. 

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