
Anualmente, mais de 100 mil pessoas morrem por picadas de cobra, enquanto centenas de milhares sobrevivem, mas com sequelas, como deficiências por amputações.
As regiões que mais sofrem com a situação são África, Ásia e América Latina. Na África, por exemplo, as cobras mais venenosas são a mamba negra e cobras e víboras com escamas de serra e de tapete.
Já na Ásia, a víbora de Russel, a víbora-escama e a krait comum estão entre as mais venenosas. Na América Central e no norte da América do Sul, a víbora venenosa Bothrops asper é quem mais mata e deixa sequelas.
Especialistas em venenos e antígenos ouvidos pelo The Conversation passaram quatro anos desenvolvendo anticorpo terapêutico que mitigasse os efeitos de picadas de víboras.
Eles acreditavam ter cumprido todos os padrões para criar antídoto eficaz e seguro, mas, no último percalço a ser superado, eles perceberam que o anticorpo não neutralizou as toxinas da cobra, mas, sim, as aumentou e piorou os efeitos negativos do veneno.
Apesar da situação decepcionante, os pesquisadores consideraram o resultado uma lição valiosa. “Ao relatar esta nova maneira pela qual os antivenenos futuros podem falhar, destacamos um problema com as recomendações atuais para testar antivenenos que estava oculto até agora”, disseram.
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