Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 23 de maio de 2025 · 2 min de leitura ·

Entender a língua dos golfinhos pode ajudar na comunicação com inteligência extraterrestre

Entender a língua dos golfinhos pode ajudar na comunicação com inteligência extraterrestre

Pesquisadores acreditam que decifrar a linguagem dos golfinhos pode ajudar a entender melhor como nos comunicar com possíveis extraterrestres. Isso porque esses animais marinhos, além de inteligentes, têm sistemas de comunicação complexos, parecidos com o que poderíamos esperar de seres de outros planetas. 

Um prêmio de US$100 mil (cerca de R$573 mil) foi entregue a uma equipe liderada por Laela Sayigh, da Instituição Oceanográfica Woods Hole, nos EUA, que venceu o primeiro “Coller Dolittle Challenge“. Essa competição vai acontecer todos os anos com o objetivo de avançar na comunicação entre espécies diferentes. O foco da pesquisa atual está nos golfinhos-nariz-de-garrafa que vivem na costa da Flórida.

O grupo analisou assobios chamados de “sem assinatura”, que são diferentes dos assobios de identidade, semelhantes a nomes. Eles representam cerca de metade dos sons produzidos pelos golfinhos observados. Para captar esses sons, os cientistas usaram microfones de sucção presos aos animais de forma segura e não invasiva, além de etiquetas digitais que registram sons.

A descoberta mais importante foi que alguns desses assobios parecem funcionar como palavras com significado, compartilhadas entre vários golfinhos. Agora, a equipe quer usar Inteligência Artificial para tentar entender melhor esse “vocabulário” animal. Eles esperam que, com isso, consigam traduzir de forma mais precisa o que os golfinhos estão dizendo.

Mas como isso se conecta com a busca por vida fora da Terra? O foco do trabalho de Sayigh está nos golfinhos, mas outros pesquisadores acreditam que estudar esses animais pode dar pistas sobre como reconhecer sinais de inteligência extraterrestre. Um deles é Arik Kershenbaum, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, autor do livro “O Guia do Zoólogo para a Galáxia”.

Em um comunicado, Kershenbaum defende que, até recebermos uma mensagem do espaço, estudar a linguagem de animais como golfinhos e baleias é o mais perto que chegamos de entender como poderia funcionar uma comunicação alienígena. Ele escreveu sobre isso em um artigo para o Instituto SETI, que busca sinais de vida inteligente fora da Terra.

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