Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 8 de fevereiro de 2024 · 2 min de leitura ·

Escorpião Rei do Egito pode ter sido Imperador Amarelo da China, diz estudo

Escorpião Rei do Egito pode ter sido Imperador Amarelo da China, diz estudo

Duas figuras importantes de duas culturas diferentes podem ter sido a mesma pessoa. É isso o que sugere um novo estudo realizado por um pesquisador chinês e que apontou ligações entre Huangdi, mais conhecido como o Imperador Amarelo da China, e o Escorpião Rei do Antigo Egito.

Em um artigo ainda não revisado por pares, Guang Bao Liu argumenta que o governante egípcio conhecido como Escorpião I era a figura registrada como Imperador Amarelo nos documentos chineses.

O pesquisador baseia sua teoria em diversas evidências. Em primeiro lugar, diz-se que o Escorpião Rei teria unificado o Alto e o Baixo Egito ao derrotar um rei que usava um chapéu de touro.

Da mesma forma, os registros chineses afirmam que o Imperador Amarelo derrotou o Imperador Yan, que também usava um chapéu com cabeça de vaca, unificando as duas tribos de Yan e Huang no processo.

A cronologia também bate, uma vez que, segundo a lenda, o Escorpião Rei governou o Antigo Egito há cerca de 5,2 mil anos, praticamente o mesmo período em que Huangdi comandou a dinastia chinesa.

Por fim, existem algumas semelhanças entre os hieróglifos e a escrita chinesa. Guang Bao Liu destaca que o símbolo do escorpião encontrado na tumba de Escorpião I está ligado ao protótipo do personagem Huangdi, que significa “amarelo” em chinês. Além disso, muitos escorpiões encontrados no Vale do Nilo também são amarelos.

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