
A sonda Voyager 1, da NASA, foi lançada há mais de 47 anos e segue coletando dados importantes no espaço. Um dos registros impressionantes feitos pela nave é o som do vento solar ‘batendo’ no campo magnético de Júpiter.
O barulho é semelhante ao estrondo feito por uma aeronave supersônica, mas tudo acontece de forma natural. Escute o som e entenda este fenômeno.
Vamos dar um passo atrás. Como explicou o site IFLScience, se um planeta possui um campo magnético, ele possui uma magnetosfera. Esse é o espaço onde o campo magnético fica para proteger o planeta da radiação vinda do Sol.
A Terra tem uma. Júpiter também, podendo ser 16 a 54 vezes mais forte que a nossa. O campo magnético por lá pode se estender por mais de 3 milhões de quilômetros em direção ao Sol, chegando quase até à órbita de Saturno (planeta vizinho).
Quando as partículas solares encontram a magnetosfera, elas sofrem um desvio, como se fosse um fluxo de água corrente batendo em uma pedra no caminho. Na prática, o plasma do vento solar, que corre a uma velocidade de cerca de 400 quilômetros por segundo, se choca com esse campo e é desacelerada. Esse ponto de encontro entre as duas é chamado de choque de proa.
Agora imagine o vento solar a 400 km por segundo atingindo uma magnetosfera de milhões de quilômetros. O resultado é impressionante.
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