Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 28 de agosto de 2025 · 2 min de leitura ·

O buraco negro que mudou a Ciência pode fazer história novamente

O buraco negro que mudou a Ciência pode fazer história novamente

O buraco negro no centro da galáxia Messier 87 ficou famoso em 2019 por ser o primeiro a ter sido fotografado na história. Agora, pesquisadores foram além: simularam o movimento das partículas ao seu redor para entender como esse colosso cósmico se transforma ao longo do tempo.

O grupo de cientistas usou supercomputadores do Centro de Computação Avançada do Texas (TACC), nos Estados Unidos, para simular o comportamento de M87. As imagens resultantes demonstram como a luz dos elétrons aquecidos gira em torno do centro escuro do buraco negro.

A influência do plasma de alta energia, dos campos magnéticos e da gravidade foi levada em consideração para se entender como esses gigantes espaciais acumulam a matéria em queda ao seu redor, liberam radiação em abundância e produzem jatos que se estendem por milhões de anos-luz.

“Desde que fizemos a primeira imagem do buraco negro, houve muito trabalho tentando entender o ambiente ao redor dele”, relatou Andrew Chael, pesquisador na Universidade de Princeton e autor do artigo, em um comunicado.

Os cientistas investigaram a natureza das partículas no entorno do buraco negro e os campos magnéticos misturados a esse plasma. Para isso, criaram um código próprio que supera os modelos comuns de computador, que normalmente simplificam a física ao tratar prótons e elétrons como corpos iguais.

A versão dos pesquisadores separa essas partículas de acordo com sua natureza para entender como elas interagem. Os resultados foram publicados na revista científica Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

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