
Cada vez mais perto de abrir os olhos para o cosmos, o Telescópio Espacial James Webb (JWST), lançado no Natal de 2021, é o que existe de mais moderno para estudar as galáxias mais antigas e distantes que surgiram no universo jovem a partir da poeira e do gás deixados pelo Big Bang.
Entre os quatro instrumentos que o compõem, merece destaque o Espectrógrafo Infravermelho Próximo (NIRSpec), que é financiado pela Agência Espacial Europeia (ESA), como parte de sua colaboração para o grande observatório de próxima geração.
“Uma das regras para a construção de naves espaciais é ter o menor número possível de partes móveis”, disse Andy Bunker, astrofísico da Universidade de Oxford, em tom de brincadeira. “E é por isso que construímos algo que tem um quarto de milhão de persianas”, declarou a respeito dos obturadores do NIRSpec. Bunker é um dos sete cientistas europeus que moldaram o projeto do espectrógrafo e aguarda ansiosamente o momento em que o instrumento vai começar a fornecer dados.
“Sempre me interessei em empurrar o limite para o objeto mais distante conhecido”, disse Bunker em entrevista ao site Space.com. “Trata-se de entender os estágios iniciais do universo, quando as primeiras estrelas e galáxias se formaram. E estamos tentando perseguir isso”.
Com seu gigante espelho de 6,5 metros de largura, JWST foi construído para estudar o passado do universo. Ele fará isso observando a luz infravermelha, parte que transporta calor do espectro eletromagnético com comprimentos de onda mais longos do que a luz visível.
Embora essas primeiras estrelas emitissem luz visível, por causa de sua vasta distância e da expansão do universo, essa luz mudou para a parte infravermelha do espectro, um efeito conhecido como desvio vermelho, segundo os cientistas.
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