Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 18 de maio de 2022 · 2 min de leitura ·

Esqueleto de dinossauro que inspirou “Jurassic Park” é leiloado por R$61 milhões

Esqueleto de dinossauro que inspirou “Jurassic Park” é leiloado por R$61 milhões

Um fóssil raro de dinossauro da espécie Deinonychus antirrhopus, que inspirou a aparência e o comportamento do temível Velociraptor nos filmes “Jurassic Park“, acaba de ser vendido em um leilão por US$12,4 milhões (o equivalente a mais de R$61 milhões).

Desenterrado em 2015, no estado norte-americano de Montana, o esqueleto de três metros de comprimento inclui 126 ossos fossilizados que datam entre 115 milhões e 108 milhões de anos atrás, no período Cretáceo, de acordo com a Casa Christie, que promoveu o leilão.

O paleontólogo Barnum Brown, dos EUA, foi quem descobriu os primeiros fósseis dessa espécie, em 1931, que foi nomeada por John Ostrom em 1969. Segundo o site Live Science, Deinonychus significa “garra terrível”, em grego – bem adequado para uma criatura carnívora monstruosa, que provavelmente usava suas garras para destroçar suas presas.

Anos mais tarde, as descrições do animal inspiraram Michael Crichton, o escritor por trás da série “Jurassic Park”. Mas ele deu ao dinossauro o nome de um “primo” distante, o Velociraptor, por achar esse nome “mais dramático”. Em entrevista ao jornal The New York Times, em 1997, Ostrom revelou que a escolha de Crichton era acertada. “Eu disse a ele que reconheço que a maioria das pessoas não está familiarizada com o grego. Velociraptor todo mundo reconhece”.

Adquirido por um comprador anônimo, o espécime leiloado pela Christie foi apelidado de Hector, em homenagem ao lendário guerreiro troiano no poema épico de Homero, “A Ilíada”. De acordo com a casa de leilões, “Hector é o esqueleto mais completo de sua espécie já encontrado”.

Nenhuma pessoa que compra fósseis é obrigada a compartilhar suas aquisições com cientistas. Mesmo compradores que inicialmente optam por exibir fósseis em museus podem tomá-los a qualquer momento, o que significa que os cientistas não poderão confirmar as descobertas de quaisquer colegas que foram brevemente capazes de estudar tais espécimes.

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