Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 11 de setembro de 2023 · 1 min de leitura ·

Essa mosca e energia sustentável estão mais próximos do que você imagina

Essa mosca e energia sustentável estão mais próximos do que você imagina

Pesquisadores da USP identificaram enzimas na saliva da mosca Pseudolycoriella hygida que podem servir de pontapé para o uso dela nos campos de biocombustíveis e biotecnologia, voltados para energia sustentável.

O estudo, divulgado pelo Jornal da USP, encontrou, na saliva da mosca, 137 enzimas especialistas na degradação de paredes celulares de plantas e fungos. Essas enzimas são conhecidas cientificamente como CAZymes – enzimas ativas em carboidratos.

Esta foi a primeira vez que uma pesquisa descreveu CAZymes em mosquitos da família Sciaridae, composta de espécies de insetos cuja fase larval ocorre principalmente no solo, onde se alimentam de material vegetal parcialmente decomposto.

Para o professor Richard John Ward, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP, o estudo tem potencial para aplicações biotecnológicas graças à função de degradação da biomassa vegetal presente na saliva desta mosca.

É que essa degradação serve para liberar açúcares que podem ser utilizados em processos fermentativos para a produção de biocombustíveis e insumos sustentáveis para a indústria química, conforme explicou o professor.

As CAZymes identificadas na saliva da mosca confirmam seu potencial para digerir polissacarídeos (carboidratos considerados polímeros naturais) da parede celular das plantas.

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