Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 23 de dezembro de 2021 · 2 min de leitura ·

Estourar um espumante pode dar à rolha a força de um jato supersônico

Estourar um espumante pode dar à rolha a força de um jato supersônico

Estamos na penúltima semana de 2021, antevéspera de Natal e a oito dias da virada de ano. Ao longo de dezembro, mas, principalmente nessas duas datas, as pessoas costumam se reunir para confraternizar. São festas geralmente regadas a álcool, em especial, vinho e espumante – comumente chamado de “champanhe”, mesmo quando não se trata da bebida produzida na região francesa de mesmo nome.

Uma tradição secular, presente em diversas culturas e nações, é a de “estourar” a rolha da garrafa de espumante, depois de agitá-la bem, para produzir um estrondo característico de grandes comemorações.

No entanto, é preciso muita cautela no manuseio adequado e no procedimento correto para se estourar a rolha do espumante. O principal cuidado a se tomar é o de não posicionar a garrafa de nenhuma maneira que possa fazer com que a rolha atinja uma pessoa.

Afinal de contas, o estrago que um objeto, por menor que seja, atirado com a mesma força de um jato supersônico pode fazer é incalculável. Sim, a mesma força de um jato supersônico. Isso é o que diz um estudo publicado na revista científica Science Advances, conduzido por pesquisadores da Universidade de Reims Champagne-Ardenne, na França. 

Segundo a pesquisa, determinadas circunstâncias de temperatura e pressão influenciam a maneira como o dióxido de carbono (CO2) na garrafa reage com o ar externo ao ser liberado.

Se o CO2 congela e vira gelo seco quando liberado repentinamente, forma-se uma pluma na abertura da garrafa. Em um dos experimentos do estudo, garrafas armazenadas a 20ºC ejetaram um jato congelante de CO2 a quase -90ºC.

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