
Uma pesquisa feita por astrônomos da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica, sugere que, mesmo perto da morte, alguns tipos de estrelas ainda podem formar planetas. Se isso for confirmado, as teorias sobre a formação de planetas, provavelmente, deverão ser ajustadas.
Mundos como a Terra, e todos os outros que fazem parte do nosso sistema solar, foram formados pouco tempo depois do Sol. Nosso “astro-rei” começou a queimar há 4,6 bilhões de anos, e nos milhões de anos seguintes, a matéria ao seu redor se transformou em protoplanetas.
O nascimento dos planetas naquele disco protoplanetário, uma “panqueca” gigantesca feita de poeira e gás com a estrela no meio, explica por que todos orbitam no mesmo plano.
No entanto, tais discos de poeira e gás não precisam necessariamente cercar somente estrelas recém-nascidas. Eles também podem se desenvolver independentemente a partir da formação estelar, por exemplo, em torno de estrelas binárias das quais uma está morrendo — estrelas binárias são duas estrelas que orbitam uma à outra, também chamadas de sistemas binários.
Quando o fim se aproxima de uma estrela de tamanho médio (como o Sol), ela catapulta a parte externa de sua atmosfera para o espaço, processo depois do qual ela lentamente morre, como as anãs brancas.
No entanto, no caso das estrelas binárias, a atração gravitacional da segunda estrela faz com que a matéria ejetada pela estrela moribunda forme um disco plano e rotativo. Além disso, esse disco se assemelha fortemente aos discos protoplanetários que os astrônomos observam em torno de estrelas jovens em outros lugares da Via Láctea.
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