
As mudanças climáticas contribuíram para, aproximadamente, 15 mil mortes e prejuízo econômico de US$ 160 bilhões (R$ 919,13 bilhões, na conversão direta) nos Estados Unidos entre 2006 e 2020, devido à exposição à fumaça de incêndios florestais.
É o que revela novo estudo publicado na revista Nature Communications Earth & Environment, que analisou os impactos das partículas finas (PM2,5) geradas por incêndios intensificados pelo aquecimento global.
Essas partículas penetram profundamente nos pulmões, agravando doenças respiratórias e cardiovasculares, e são especialmente perigosas para crianças, idosos, gestantes e trabalhadores ao ar livre.
Pesquisadores alertam que, embora ações, como queimadas controladas e políticas de saúde pública, possam mitigar os danos imediatos, a redução das emissões de gases de efeito estufa é essencial para enfrentar a causa estrutural do problema.
O estudo busca, assim, não apenas quantificar os impactos, mas também ampliar a conscientização sobre a urgência de intervenções em múltiplos níveis: individual, comunitário e governamental.
Leandro Criscuolo é jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero. Já atuou como copywriter, analista de marketing digital e gestor de redes sociais. Atualmente, escreve para o Olhar Digital.
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