Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 29 de setembro de 2022 · 2 min de leitura ·

Evidências do asteroide que matou os dinossauros são encontradas na Lua

Evidências do asteroide que matou os dinossauros são encontradas na Lua

Um artigo publicado nesta quarta-feira (28) na revista Science Advances descreve uma pesquisa conduzida por cientistas do Centro de Ciência e Tecnologia Espacial (SSTC) da Universidade de Curtin, na Austrália, que traz revelações surpreendentes sobre o asteroide que matou os dinossauros. De acordo com o estudo, há evidências de impactos na Lua que correspondem ao mesmo evento aqui na Terra.

Os principais ataques de asteroides na pré-história do nosso planeta foram acompanhados por uma série de pequenos impactos aqui e na Lua, cuja superfície contém cerca de nove mil crateras formadas por essas colisões.

Essa pesquisa pode ajudar os astrônomos a entender melhor a dinâmica do Sistema Solar interior (o trecho da nossa vizinhança que vai até Marte) e ajudar a calcular a probabilidade de nosso planeta ser atingido por rochas espaciais massivas potencialmente devastadoras no futuro.

Os cientistas chegaram a esses resultados analisando tectitos – contas de vidro microscópicas dentro de amostras de solo lunar, trazidas à Terra pela missão Chang’e-5, da China, em 2020. Esses vidrilhos são criados pelo calor intenso e pressão gerada por ataques de asteroides. 

A partir dessa análise, os pesquisadores podem construir uma linha do tempo de colisões na Lua ao avaliar as idades dessas contas. Assim, a equipe do SSTC descobriu que tanto o tempo quanto a frequência dos impactos de asteroides na Lua são concomitantes a ataques de rochas espaciais na Terra, o que quer dizer que a linha do tempo construída também poderia fornecer uma visão da evolução do nosso planeta.

“Combinamos uma ampla gama de técnicas analíticas microscópicas, modelagem numérica e levantamentos geológicos para determinar como e quando essas contas de vidro microscópicas da Lua foram formadas”, disse o principal autor do estudo, Alexander Nemchin, professor do SSTC, em comunicado.

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