
Em meio às colinas verdes de Oxfordshire, na Inglaterra, repousa uma figura icônica esculpida no solo – um mistério que atravessa três milênios. Trata-se do Cavalo Branco Uffington, uma enigmática imagem feita de giz que recentemente recebeu uma restauração cuidadosa para combater os efeitos devastadores do tempo e da natureza.
O trabalho foi conduzido por arqueólogos do Fundo Nacional para Locais de Interesse Histórico ou Beleza Natural (National Trust) e da organização Oxford Archaeology, que se empenharam em devolver a magnificência àquela antiga criação.
No ano passado, a equipe detectou sinais alarmantes de deterioração na figura, especialmente no pescoço e na cabeça, que estavam se estreitando devido ao crescimento da relva e à erosão do giz. Combinando técnicas modernas e tradições ancestrais, os arqueólogos cortaram a grama invasiva e redistribuíram o giz, restaurando a figura à sua forma original.
Datado de aproximadamente 1740 a.C. a 210 a.C., o Cavalo Branco Uffington faz parte de um complexo arqueológico denominado White Horse Hill – o “Monte do Cavalo Branco”.
O monumento foi originalmente esculpido em trincheiras profundas na colina, preenchidas com giz branco, criando a silhueta que hoje fascina tanto visitantes quanto estudiosos. Há um debate contínuo sobre se a figura representa realmente um cavalo ou uma criatura mítica semelhante a um dragão, especialmente considerando sua proximidade com a Colina do Dragão, local associado à lenda de São Jorge.
O arqueólogo Adrian Cox, do National Trust, disse à BBC: “É uma figura intrigante, pois não sabemos ao certo seu propósito original. Poderia ter sido uma marca territorial ou um símbolo tribal. O que sabemos é que, através dos esforços de gerações de pessoas locais, o cavalo foi cuidado, permitindo que ele sobrevivesse por milhares de anos para se tornar uma característica icônica desta paisagem”.
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