
As maiores estrelas do universo conhecidas atualmente possuem cerca de 100 vezes a massa solar. No entanto, nas primeiras centenas de milhões de anos do universo, as estrelas possuíam mais de 10 mil vezes a massa do Sol.
O novo estudo, publicado para pré-impressão no arXiv, apontou que essas estrelas supergigantes se formaram e morreram relativamente jovens. E depois disso, a composição universal nunca mais foi a mesma para permitir que elas se formassem novamente.
Um pouco tempo depois do Big Bang, há cerca de 13 bilhões de anos, não existia nada no universo além de gás neutro, composto de hélio e hidrogênio. Com o passar dos milhões de anos, em uma época conhecida como Idade das Trevas Cósmicas, o gás começou a se acumular em densas bolas de matéria.
Atualmente, bolas de matéria muito densas se colapsam muito rapidamente e formam estrelas. Isso se deve principalmente à presença de elementos mais pesados no universo moderno, que são mais eficientes em irradiar energia. O que permite que os aglomerados encolham rapidamente e entrem em colapso em densidades altas o suficiente para desencadear a fusão nuclear.
No entanto, para que existam esses elementos mais pesados que o hidrogênio e o hélio, foi necessário que primeiro as estrelas se formassem, produzissem através da fusão nuclear e morressem liberando todos os novos átomos no universo.
Sem a habilidade de irradiar energia de forma rápida, as primeiras estrelas do universo se formaram em condições diferentes, e até mesmo mais difíceis.
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