Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 12 de outubro de 2022 · 2 min de leitura ·

Explosão colossal de raios gama é captada por telescópio

Explosão colossal de raios gama é captada por telescópio

Cientistas detectaram uma explosão colossal de raios gama no último dia 9 de outubro, O evento foi classificado como “recordista” por observatórios de várias partes do mundo. Inicialmente, o fenômeno foi descrito como um flash de raio-x, mas análises posteriores indicaram que realmente se tratou de uma violenta ação de raios gama. 

O fenômeno recebeu o nome inicialmente de Swift J1913.1+1946, mas depois de reclassificação passou a ser chamado de GRB221009A. A explosão ocorreu a apenas 2,4 bilhões de anos-luz de distância e é considerada uma das mais próximas já registradas, além de ter chegado a mais de  18 teraelectronvolts de energia de raio-x liberada.

Mesmo estando cerca de 20 vezes mais próxima da Terra para o padrão desse tipo de explosão de raio-x, o evento não representa nenhum risco para nós. No entanto, a detecção do GRB221009A vai permitir o estudo desse tipo de fenômeno de uma forma mais intensa do que nunca, já que o forte brilho permite que ele seja observado com mais facilidade. 

On 2022-10-10 I observed the optical afterglow of the extremely bright GRB 221009A = Swift J1913.1+1946 remotely using telescope of Burke-Gaffney Observatory @smubgobs.Image: stacked 12×300 sec., Ic filter.More information: https://t.co/sjocA0PCOo@Astroguyz @El_Universo_Hoy pic.twitter.com/mSCKWZzkuI

“Este evento sendo tão próximo, mas também muito energético, significa que a luz de rádio, óptica, raios X e raios gama que produz é extremamente brilhante e, portanto, fácil de observar. Podemos, portanto, estudar este GRB com muitos telescópios grandes e pequenos ao redor do mundo e colete conjuntos de dados muito abrangentes à medida que primeiro se ilumina e depois desaparece”, explica a astrônoma e especialista em eventos transitórios, Gemma Anderson, à ScienceAlert.

Explosões de raios gama geralmente marcam o fim da vida de uma estrela massiva e conseguem liberar em poucos segundos mais energia do que o sol produziria em 10 bilhões de anos. A radiação gama é resultante do decaimento radioativo dos núcleos atômicos e é considerada a forma de luz com o maior volume de energia do universo.

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