
Uma falha na região do Rio Yukon, no Canadá, não registra movimentações há pelo menos 12 mil anos. Mas isso pode mudar: uma pesquisa publicada recentemente revelou que a falha está sob um nível de estresse grande, que poderia levar a um terremoto de grande magnitude.
A estimativa é que, se acontecer, o evento chegue a 7,5 na escala Richter, o que ameaçaria várias comunidades ao redor. Para se ter uma ideia, o terremoto que atingiu a Rússia nesta semana e provocou a erupção de um vulcão chegou a 8,8 de magnitude.
A falha de Tintina é uma falha de deslizamento que percorre mais de 1 mil quilômetros, indo da Colúmbia Britânica, no Canadá, até o Alasca, passando ao longo do Rio Yukon. Na extremidade sul, ela se conecta à falha da Fossa das Montanhas Rochosas, que cria um vale entre o sul do Canadá e o norte de Montana, nos Estados Unidos.
Há 40 milhões de anos, parte da falha de Tintina deslizou 430 quilômetros em relação ao outro – e continua deslizando cerca de 13 milímetros ao ano. Ela está silenciosa há pelo menos 12 mil anos, desde o fim da última era glacial. Segundo o site Live Science, foram registrados apenas alguns terremotos ocasionais de baixa magnitude (entre três e quatro), em seções específicas.
No entanto, a pesquisa publicada na revista Geophysical Research Letters apontou que a falha está acumulando tensão há 2,6 milhões de anos e chegou a um nível de estresse tão grande que poderia causar um terremoto de magnitude 7,5 em algum momento.
Para chegar nessa conclusão, os pesquisadores usaram dados de satélite de alta resolução e imagens de infravermelho da topografia do Yukon. Eles buscaram sinais de terremotos antigos na superfície, como “escarpas” que poderiam indicar movimentação.
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