
Uma equipe internacional de pesquisadores encontrou falhas em uma estrela de nêutrons que podem revelar a origem de misteriosos pulsos de luz capazes de ofuscar o brilho de uma galáxia inteira – as chamadas rajadas rápidas de rádio (FRB). O objeto de análise está numa região próxima ao centro da Via Láctea e é altamente magnético, conhecido também como um magnetar.
A intensa energia magnética acaba transformando a energia rotacional em eletromagnética, que é emitida em pulsos, ou seja, um pulsar. O magnetar é muito semelhante a um pulsar, no entanto, com um campo magnético muito mais forte.
No novo estudo, publicada esta semana na revista Nature, os pesquisadores perceberam falhas no magnetar SGR 1935+2154 (SGR 1935), localizado a 30 mil anos-luz de distância da Terra. Utilizando o instrumento NICER (sigla em inglês para Explorador da Composição Interior de Estrelas de Nêutrons) a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS) e o Telescópio Espectroscópico Nuclear (NuSTAR), eles puderam observar duas falhas separadas por nove horas.
Os astrônomos perceberam que essas falhas parecem ter acelerado enormemente a rotação do magnetar e que elas podem ajudar a entender o interior das estrelas de nêutrons e como esses objetos lançam os pulsos de luz misteriosos, conhecidos como “rajadas rápidas de rádio” (FRB), que duram apenas alguns segundos.
As falhas são mudanças abruptas na rotação da estrela. Cada breve observação nos permite medir a velocidade de rotação do magnetar, e percebemos que de repente a estrela estava girando mais rápido do que na observação anterior. Falhas são comumente observadas em pulsares e magnetares, mas estas são duas das maiores já vistas.
Os pesquisadores também perceberam que entre as duas falhas, um desses pulsos de luz foi lançado no espaço, e depois de ambos os saltos de aceleração, a estrela de nêutrons voltou a sua rotação normal.
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