
Cada vez mais recursos são oferecidos pela indústria cosmética e farmacêutica para ajudar na luta contra o envelhecimento. Uma startup norte-americana dedicada a desenvolver terapias de extensão de vida capazes de interromper ou reverter esse processo foi além e diz ter descoberto a “fonte tecnológica da juventude”.
No entanto, segundo a revista MIT Technology Review, de responsabilidade do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), se por um lado a ferramenta representa um avanço indiscutível, por outro, os efeitos colaterais em quem passa pela experiência podem ser bem infelizes.
De acordo com Rick Klausner, fundador e cientista-chefe da startup de biotecnologia Altos Labs, a empresa promete “rejuvenescimento médico” por meio da reprogramação biológica, método usado para redefinir o epigenoma do DNA, essencialmente tornando as células individuais mais jovens. A desvantagem? Também pode provocar uma mutação imprevisível nessas células, causando câncer.
Outro problema com o método é que ele reverte as células de volta ao seu estado de células-tronco embrionárias, perdendo sua identidade epigenética no processo. E como o nome indica, as células embrionárias são próprias de embriões, não de adultos, o que levanta dúvidas sobre os efeitos dessa incompatibilidade.
Klausner diz que a empresa já testou a técnica em camundongos. A partir de seus dados ainda não publicados, ele afirma que a reprogramação curou algumas cobaias do diabetes e salvou outras de doses letais de analgésicos.
O cientista garante que a reprogramação “parcial” em camundongos contorna a possibilidade de incompatibilidade de células embrionárias em indivíduos adultos, permitindo que eles vivam mais tempo e muito mais saudáveis. “Você rejuvenesce as células, mas não perde a identidade”, disse ele à MIT Tech.
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