Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 15 de maio de 2024 · 1 min de leitura ·

Fóssil de 155 milhões de anos congela clonagem de estrela no tempo

Fóssil de 155 milhões de anos congela clonagem de estrela no tempo

Uma equipe de cientistas descobriu um fóssil de uma estrela frágil datado de 155 milhões de anos. A descoberta foi classificada como “incrivelmente rara” por dois motivos. Primeiro, pelo fóssil estar intacto. Segundo, pelo fóssil capturar um momento delicado no qual a estrela clonava a si mesma.

Estrelas frágeis, semelhantes às estrelas-do-mar, conseguem se regenerar após se dividirem ao meio. Esse processo, conhecido como fragmentação clonal, permite que elas criem novas versões de si mesmas regenerando as partes do corpo que faltam. 

Embora seja um fenômeno bem documentado, a origem deste comportamento permanecia um mistério até a descoberta desse fóssil.

O estudo do fóssil foi liderado por Ben Thuy, curador do Departamento de Paleontologia do Musée national d’histoire naturelle. A pesquisa foi publicada na revista Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences.

Thuy explicou que a fragmentação clonal é uma característica antiga. “O fóssil mostra que a fissiparidade remonta pelo menos ao Jurássico Superior, período em que monstros marinhos gigantes dominavam os oceanos”, disse ele ao IFLScience.

Este achado também sugere que a fragmentação clonal e a simetria corporal hexarradiada, bem como um estilo de vida epizoico (vida num organismo hospedeiro), evoluíram juntos desde o início. 

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