Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 12 de maio de 2025 · 2 min de leitura ·

Fóssil de 165 milhões de anos revela nova espécie de parasita antigo

Fóssil de 165 milhões de anos revela nova espécie de parasita antigo

Um parasita que viveu no período Jurássico, entre 201 milhões e 145 milhões de anos atrás, intriga os cientistas. Ele foi descoberto através de análises feitas em um fóssil antigo e levantou uma série de dúvidas dos especialistas.

De acordo com os responsáveis pela descoberta, este é o exemplar mais antigo conhecido de um verme de cabeça espinhosa, organismos que atuam no trato alimentar de vertebrados. Além disso, trata-se de uma espécie nova para a ciência.

A localização do parasita antiga levanta uma série de perguntas. Primeiramente, pelo fato dele apresentar uma espécie de mandíbula. Isso poderia indicar que, ao contrário dos vermes de cabeça espinhosa vivos hoje, ele tinha um intestino funcional?

Além disso, os cientistas se perguntam se o parasita antigo poderia ter vivido no sistema digestivo de um dinossauro. Vermes de cabeça espinhosa podem ser encontrados hoje em pássaros e crocodilos, que são parentes dos animais que viveram no período Jurássico.

Mas uma das principais questões diz respeito ao local onde o parasita foi encontrado: preservado preso em resina de árvore. Os autores do trabalho sugerem que o hospedeiro pode ter ficado encalhado em uma costa arenosa após ventos fortes ou marés. Se fosse predado, o parasita poderia ter sido arrancado de seu intestino e efetivamente arremessado na árvore. Mas é claro que esta é apenas uma hipótese.

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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